Classificado como um termo que abrange mais de 100 tipos de doenças malignas, o câncer se caracteriza pelo crescimento desordenado das células e a quimioterapia é um dos tratamentos indicados para os pacientes. Mas quais são os efeitos desse tipo de terapia na visão?
Neste artigo, iremos te explicar como funciona a quimioterapia e como minimizar os efeitos nos olhos. Boa leitura.
O que é quimioterapia?
Antes mesmo de entendermos o que é quimioterapia, é necessário compreender como o câncer funciona no nosso organismo.
O crescimento desordenado de células que podem invadir tecidos ou órgãos à distância se denomina câncer.
Essas células se dividem rapidamente, de forma agressiva e incontrolável, formando assim tumores que podem se espalhar por outras regiões do corpo.
Segundo o Fórum Big Data em Oncologia, essa doença é a principal causa de morte em cerca de 670 cidades do Brasil.
A quimioterapia é um dos principais tratamentos utilizados contra o câncer, por meio de vários medicamentos via oral, intravenosa, intramuscular, subcutânea ou intratecal para inibir ou controlar o crescimento desordenado das células.
A aplicação dessas medicações causa efeitos colaterais, pois afeta diretamente a produção dos glóbulos brancos, as células que fazem parte do sistema imunológico.
Como a quimioterapia afeta os olhos?
Os olhos contam com uma área vascular complexa formada por tecidos sensíveis. A ação dos medicamentos da quimioterapia gera inflamações e contribui para o ressecamento ocular, podendo afetar a retina, a córnea, além de outros efeitos.
Em alguns casos, os sintomas desaparecem após o término do tratamento, porém os problemas oculares podem persistir e levar a complicações.
Quais são as principais alterações na visão causadas pela quimioterapia?
Olho seco e lacrimejamento excessivo
Esse tratamento oncológico pode afetar diretamente a produção da camada lipídica das lágrimas, gerando um desequilíbrio na lubrificação ocular e sensações como:
- percepção de areia nos olhos;
- ardência e coceira;
- vermelhidão e irritação;
- e sensibilidade ao vento.
Visão turva e sensibilidade à luz
A presença do sintoma de visão embaçada em pacientes que fazem o tratamento de quimioterapia é comum pelo ressecamento da superfície ocular, inflamação da córnea ou da retina e alterações no nervo óptico, além de desenvolvimento de fotossensibilidade.
Hemorragias e edema retiniano
Alguns medicamentos quimioterápicos podem afetar os vasos sanguíneos da retina, levando a pequenas hemorragias retinianas, edema macular e perda da nitidez na visão central, gerando complicações e danos irreparáveis à visão.
Inflamação ocular
É comum casos de uveíte, gerada pelos inibidores do tratamento oncológico.
Alterações na pressão ocular e descolamento de retina
Um dos efeitos de certos quimioterápicos aumenta o risco de hipertensão ocular e surgimento de flashes de luz e sombra na visão periférica, características de descolamento de retina.
Como cuidar da saúde ocular no tratamento de quimioterapia?
Apesar das complicações, é possível proteger a visão em meio ao tratamento oncológico. Com o acompanhamento de um médico oftalmologista especialista, o paciente deve realizar consultas oftalmológicas regulares para identificar possíveis alterações e complicações.
Além disso, mantenha os olhos lubrificados para aliviar os sintomas de olho seco e irritação, evite ambientes secos e poluídos, utilize óculos com filtro UV e, ao notar sintomas como visão turva, dor ocular intensa, manchas na visão e flashes luminosos, procure um oftalmologista.
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