Setembro Verde: como a doação de órgãos transforma vidas?
O Setembro Verde é uma campanha nacional dedicada à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Muito mais do que um gesto de solidariedade, a doação pode representar uma nova chance para pessoas que aguardam por um transplante para recuperar funções, autonomia e qualidade de vida.
Um único doador pode beneficiar diversos pacientes, já que órgãos como rins, fígado, coração, pulmões e córneas podem ser destinados ao transplante.
Em 2025, o Brasil realizou 14.904 transplantes no primeiro semestre, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Desse total, 8.528 foram transplantes de córnea.
Como funciona o procedimento de doação de órgãos?
A doação de órgãos após a morte acontece dentro de um processo coordenado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Após a autorização familiar, são feitos exames para verificar a condição dos órgãos e tecidos e identificar possíveis contraindicações. Os materiais aprovados são destinados aos pacientes que aguardam na fila de transplantes, seguindo os critérios estabelecidos pelas entidades governamentais.
É crucial destacar que a doação não interfere na realização dos procedimentos necessários para confirmar a morte, nem impede que a família tenha os cuidados e despedidas adequados.
E qual é o papel da família na doação?
No Brasil, a família tem um papel fundamental na autorização da doação.
A Lei nº 9.434/1997 estabelece que a doação de órgãos após a morte depende da autorização familiar, mesmo que a pessoa tenha manifestado em vida o desejo de ser doador.
Por isso, conversar sobre essa decisão com a família em um momento tranquilo e aberto é o primeiro passo para que a vontade de doar seja conhecida e possa ser considerada no momento adequado.
A doação de órgãos nos olhos
Quando falamos em doação de órgãos, os olhos também podem contribuir para devolver a visão a quem precisa. Apesar disso, não é o olho inteiro que é utilizado em um transplante.
Um dos principais tecidos oculares destinados ao transplante é a córnea, estrutura transparente localizada na parte anterior do olho e fundamental para a formação das imagens. Pessoas com alterações como ceratocone, distrofias corneanas e outras doenças podem precisar de um transplante de córnea para recuperar ou melhorar a função visual.
A córnea é amplamente o tecido mais transplantado no Brasil, uma vez que não precisa de doador compatível. Esse destaque reforça a importância da doação de tecidos oculares.
Como faço para ser um doador?
Conforme você leu ao longo do artigo, o primeiro passo para quem deseja ser doador é simples: converse com sua família e deixe clara a sua vontade.
O Setembro Verde reforça justamente a importância desse diálogo. Informar a família sobre a decisão de doar pode fazer com que, em um momento delicado, ela conheça e respeite a vontade de quem decidiu contribuir com a vida de outras pessoas.
Para saber mais sobre como funciona a doação de órgãos no Brasil, quem pode ser doador e como a família autoriza o procedimento, consulte as informações do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) no portal do Ministério da Saúde.

